Os transtornos ansiosos são respostas de ansiedade exagerada e não adaptativa a um estimulo, interpretado como ameaçador ou perigoso. A vulnerabilidade envolve-se no processamento cognitivo dos transtornos ansiosos, pois o sujeito tende a superestimar o perigo e subestimar os recursos pessoais para lidar com essas situações e, quando ocorre o reconhecimento do perigo, acaba desenvolvendo mais pensamentos ansiosos. Os sintomas de ansiedade prejudicam o desempenho do individuo em situação perigosa, por isso pode se transformar em uma nova ameaça. É observável que em sujeitos que passam por uma situação de ansiedade, as alterações cerebrais, além de alterarem os pensamentos também alteram o corpo, e indivíduos com transtorno de ansiedade têm essas alterações mais elevadas em situações já consideradas perigosas.
Enquanto o estresse é uma resposta do organismo a algum estimulo que representa uma situação súbita e ameaçadora. Para se adaptar a uma nova situação, o corpo desencadeia reações que ativam a produção de hormônios, dentre eles a adrenalina. Assim, deixando o individuo em estado de alerta e pronto para reagir. Em questão de segundos, esses hormônios se espalham por todo o corpo, provocando aceleração da respiração e dos batimentos cardíacos, e outros sintomas, que são denominados como "reação de luta ou fuga". Há diversas situações que fazem o corpo produzir Adrenalina e Cortisol em excesso, como: problemas financeiros, profissionais, familiares, doença, álcool, drogas, dificuldade com chefes, colegas, insegurança, etc.
A redução de tensão é a a habilidade mais frequente de enfrentamento de ansiedade e estresse, já que esta é um aviso físico de que algo não esta bem. Diante a uma ameaça, o corpo ativa sistemas defensivos que resultam na ativação fisiológica, que geram aumento de tensão muscular, da taxa cardíaca, da respiração e da pressão sanguínea. Longos períodos de permaneça de ativação física, geram efeitos prejudiciais sobre os processos físicos e mentais, quando não há a redução da tensão, há a sensação de pressão constante, mesmo que haja a eliminação da fonte de estresse e ansiedade.
Para o tratamento de transtornos ansiosos e estressores, a terapia cognitivo comportamental (TCC), sugere técnicas cognitivas de reestruturação e flexibilização cognitiva e técnicas comportamentais como exposição, dessensibilização sistemática e técnicas de relaxamento corporal. Essas técnicas ajudam no aumento do êxito dos pacientes, permitindo com que eles tenham mais recursos pessoais e internos, acreditarem que são eficazes para lidar com a ansiedade e situação de perigo, da mesma forma que reestruturam pensamentos automáticos e flexibilizam crenças disfuncionais características desses transtornos. As técnicas comportamentais têm como objetivo a extinção do medo através da exposição ao objeto ou à situação ansiogênica, ao mesmo tempo em que trabalham o corpo, que fica tensionado devido à ansiedade elevada, realizando técnicas de relaxamento, como respiração diafragmática, relaxamento passivo e progressivo.
Escrito por: Alice Rodrigues Guilherme,Ilana Andretta,Mariana Steiger Ungaretti
Texto original: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1983-34822015000100009
A seguir foram disponibilizados alguns vídeos explicativos sobre estresse e ansiedade:





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